O Omoda E5 pode deixar de ser apenas um SUV elétrico caro de nicho e entrar de vez na briga de volume. A Omoda & Jaecoo estuda uma versão de entrada perto de R$ 149.900, cerca de R$ 60 mil abaixo do preço atual de R$ 209.990.

Por que o corte muda a conversa
Hoje, o E5 tem boa ficha técnica, mas fica em uma faixa difícil para quem compara elétricos no Brasil. Com preço perto de R$ 150 mil, ele deixa de mirar só SUVs elétricos mais caros e passa a encarar BYD Dolphin, GWM Ora 03 e até o novo GWM Ora 5.
A fonte da pauta aponta que a redução pode vir de uma combinação de estratégia comercial e simplificação de versão. Em outros mercados, o Omoda E5 já apareceu com baterias menores, como 58,9 kWh e 50,6 kWh, enquanto o modelo vendido aqui usa conjunto LFP de 61 kWh.
O ponto sensível é autonomia
Se a versão brasileira mais barata vier com bateria menor, o preço cai, mas a autonomia também pode cair. O E5 atual entrega 204 cv, 34,7 kgfm e 345 km pelo Inmetro. Essa é a conta que o comprador precisa olhar antes de se empolgar só com o desconto.
Para a Omoda & Jaecoo, a jogada faz sentido. O E5 vendeu pouco desde a estreia e precisa de uma âncora de preço mais agressiva. Para o consumidor, o bom sinal é que a guerra de elétricos chineses está deixando de ser discurso e virando tabela.
O que observar agora
A pergunta principal é simples: a marca vai cortar preço mantendo pacote competitivo ou vai entregar uma versão enxuta demais? Se vier equilibrado, o E5 pode virar uma pedra no sapato de BYD, GWM e Geely.
Fonte: Perfil Brasil, com informação atribuída ao jornalista Jorge Moraes, da CNN.








