Carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in importados chegaram ao teto de 35% de Imposto de Importação no Brasil. A mudança encerra a reoneração gradual iniciada em 2024 e muda a lógica da disputa entre carro pronto importado e produção local.

O que entrou em vigor
A alíquota de 35% passou a valer para veículos eletrificados importados como carro pronto. A InsideEVs Brasil e a Autoesporte detalharam o fechamento desse cronograma, que começou depois de anos de imposto zerado para eletrificados.
Importante: 35% não significa aumento automático de 35% no preço final. O imposto incide sobre o valor de importação, e o repasse depende de estoque, margem, estratégia comercial e força da concorrência.
Cronograma ficou assim
- Elétricos: saíram de 0% antes da retomada e chegaram a 35%.
- Híbridos plug-in: também chegaram a 35%.
- Híbridos convencionais: mesma alíquota final de 35%.
- Kits SKD e CKD usados em montagem local seguem outra discussão tributária.
Por que o preço pode não subir de imediato
Muitas marcas trouxeram estoque antes da virada da alíquota. Isso significa que parte dos carros nas lojas pode ter entrado no Brasil ainda sob regra anterior. Além disso, marcas com escala, como BYD, GWM, Geely e outras chinesas, podem segurar parte do impacto para não perder mercado.
Esse é o jogo real: nem toda montadora vai conseguir absorver custo, mas nenhuma quer perder espaço num segmento que ainda está formando hábito de compra.
A pressão vai para produção local
A medida favorece quem consegue montar ou produzir no Brasil. BYD, GWM, Geely, GM e outras empresas já se movimentam em regimes de montagem local, justamente para reduzir dependência do carro pronto importado.
Para o consumidor, isso pode criar dois efeitos ao mesmo tempo: alguns importados podem subir ou perder desconto, enquanto modelos montados localmente ganham força comercial.
Leitura EletroMob
O imposto de 35% não mata o carro elétrico no Brasil, mas muda a fase do jogo. A era do importado barato a qualquer custo fica mais difícil. A próxima disputa será por escala local, bateria, estoque e capacidade da marca de segurar preço sem sangrar margem.









