BYD e Geely dominam ranking dos elétricos no Brasil em 2026

BYD Dolphin Mini em imagem usada na matéria da Autoesporte sobre ranking de eletrificados no Brasil

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O primeiro semestre de 2026 confirmou uma virada no mercado brasileiro: os carros eletrificados já não são conversa de nicho, e as marcas chinesas estão puxando a fila. BYD, Geely e GWM aparecem entre os nomes mais fortes do ranking de elétricos e híbridos no país.

Segundo dados da ABVE citados pela Autoesporte, elétricos e híbridos somaram 215.023 unidades vendidas no Brasil entre janeiro e junho de 2026. O volume representa alta de 147,5% sobre o mesmo período de 2025, quando foram 86.849 emplacamentos.

BYD lidera com folga entre os elétricos

Entre os carros 100% elétricos, o Brasil registrou 90.626 unidades emplacadas no semestre. A BYD ficou isolada na liderança do segmento, com cerca de 58.144 unidades vendidas.

O domínio aparece também por modelo. O BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido do primeiro semestre, com 35.680 unidades. Em seguida veio o BYD Dolphin, com 18.054 unidades. Ou seja: a família Dolphin virou o centro da estratégia de volume da marca no Brasil.

Geely EX2 visto de frente em imagem da Autoesporte sobre ranking de eletrificados no Brasil
Geely EX2 foi o terceiro carro elétrico mais vendido no semestre. Imagem: Renato Durães/Autoesporte/Reprodução.

Geely entrou forte com o EX2

A Geely aparece como a segunda marca em volume entre os elétricos, com 16.125 unidades no semestre. O destaque é o Geely EX2, que emplacou 14.780 unidades e ficou em terceiro lugar entre os elétricos mais vendidos.

Esse dado pesa porque o EX2 chegou mais recentemente ao mercado. Mesmo sem o tempo de construção de marca da BYD, o hatch elétrico conseguiu entrar direto na briga dos modelos de entrada, onde preço e percepção de custo-benefício mandam no jogo.

Interior do Geely EX2, um dos elétricos chineses em destaque no mercado brasileiro
Imagem: Autoesporte/Renato Durães/Reprodução.

O que o ranking mostra de verdade

O ranking mostra que o brasileiro está aceitando melhor o carro elétrico quando ele aparece em formato acessível, urbano e fácil de comparar com hatches e SUVs compactos a combustão. Dolphin Mini, Dolphin e EX2 não vendem só tecnologia. Vendem preço percebido, economia e novidade.

Também mostra que as chinesas estão conseguindo transformar vantagem industrial em presença comercial. Elas chegam com bateria própria, escala global, pacote fechado de equipamentos e uma agressividade de preço que incomoda marcas tradicionais.

Híbridos ampliam a disputa

Nos híbridos, a disputa também cresce. O segmento somou 124.397 unidades no primeiro semestre, segundo a fonte. Aqui entram tecnologias diferentes, como híbridos convencionais, híbridos plug-in e híbridos-leves, cada uma com um tipo de consumidor.

Para quem compra agora, a leitura é simples: elétrico puro já começa a fazer sentido para uso urbano previsível, enquanto híbrido ainda é uma ponte confortável para quem quer economia, mas não quer depender de tomada. A briga entre BYD, Geely, GWM e outras chinesas deve empurrar preços, ofertas e pacotes nos próximos meses.

Fonte: Autoesporte, com dados da ABVE sobre o primeiro semestre de 2026.

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