A GWM encerrou fevereiro de 2026 com um número que nenhuma outra montadora conseguiu no mesmo período: crescimento de 102,3% no acumulado do ano,

A GWM encerrou fevereiro de 2026 com um número que nenhuma outra montadora conseguiu no mesmo período: crescimento de 102,3% no acumulado do ano, o maior avanço entre todas as marcas de veículos leves no Brasil. Foram 4.896 unidades vendidas em fevereiro e 9.305 no bimestre, mais que o dobro das 4.602 unidades registradas no mesmo intervalo de 2025. Os dados foram divulgados pela própria fabricante e confirmam que a GWM entrou em 2026 em ritmo completamente diferente dos concorrentes — incluindo marcas estabelecidas há décadas.
Para efeito de comparação, o mercado total de veículos leves avançou aproximadamente 1,5% em janeiro de 2026 na comparação anual. A GWM cresceu 70% só em janeiro e acelerou ainda mais em fevereiro, chegando a dobrar o volume acumulado.
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O motor do crescimento: Haval H6 lidera híbridos pelo segundo ano seguido

O responsável por esse crescimento tem nome: GWM Haval H6. O SUV médio registrou 3.236 unidades vendidas em fevereiro — mantendo a liderança absoluta entre os veículos híbridos no Brasil. Em janeiro foram 2.627 emplacamentos. No acumulado do bimestre, o modelo alcançou 5.863 unidades, desempenho que o coloca na 11ª posição geral entre os SUVs mais vendidos do país em 2026.
A liderança entre híbridos não é novidade: em 2025, o Haval H6 encerrou o ano como o carro híbrido mais vendido do Brasil, com 28.016 unidades segundo a ABVE — resultado que consolidou a GWM como referência no segmento e empurrou a marca para o top 10 do mercado nacional de veículos leves pela primeira vez.
Quatro versões, três níveis de eletrificação — e preços reajustados
O Haval H6 2026 chegou ao mercado em novembro do ano passado com reestilização desenvolvida especificamente para o Brasil: nova grade frontal com 87 blocos geométricos, faróis full-LED com assinatura vertical, tela central crescendo de 12,3 para 14,6 polegadas com resolução Full HD, e o novo sistema operacional Coffee OS 3. Em março de 2026, a GWM aplicou o primeiro reajuste desde o facelift: todas as versões ficaram R$ 1.000 mais caras.
A linha atual é composta por quatro configurações:
- HEV2 — R$ 224.000: híbrido pleno (sem recarga externa), bateria de 1,6 kWh, 243 cv, 55 kgfm. Consumo Inmetro: 14,7 km/l na cidade e 11,4 km/l na estrada.
- PHEV19 — R$ 249.000: híbrido plug-in, bateria de 19 kWh, 326 cv, 55 kgfm, autonomia elétrica de 73 km (Inmetro).
- PHEV35 — R$ 289.000: híbrido plug-in, bateria de 35 kWh, 393 cv, 78,7 kgfm, autonomia elétrica de 119 km (Inmetro), tração integral.
- GT — R$ 326.000: mesmo conjunto do PHEV35, visual esportivo diferenciado. Única versão disponível em Azul Cianita.
Todas as versões são produzidas na fábrica de Iracemápolis (SP), inaugurada em agosto de 2025 na antiga planta da Mercedes-Benz.
Avança também nos SUVs grandes — e encosta no Toyota SW4
O crescimento da GWM não se resume ao H6. No segmento de SUVs grandes, o Haval H9 encerrou fevereiro na segunda posição com 672 unidades, e o Tank 300 ficou em terceiro com 423 emplacamentos — reduzindo a distância para o Toyota SW4, que liderou o segmento com 1.030 unidades no mesmo período. A combinação dos dois modelos coloca a GWM como a segunda força no segmento de utilitários de maior porte, logo atrás da Toyota.
COO da GWM Brasil, Diego Fernandes comenta o resultado: “Dobrar as vendas no acumulado do ano é uma demonstração clara da força da GWM no mercado brasileiro. Estamos ampliando nossa presença com um portfólio competitivo, que combina tecnologia, desempenho e diferentes propostas para atender perfis variados de consumidores.”
O próximo passo: híbrido flex ainda em 2026

O principal lançamento da GWM para 2026 ainda não chegou: o motor híbrido flex para o Haval H6. Desenvolvido em parceria com a Bosch no Brasil, o propulsor 1.5 turbo adaptado para rodar com etanol ou gasolina está em fase final de homologação e deve estrear no segundo semestre de 2026, com a renovação da linha 2027. A informação foi confirmada por executivos da GWM durante o lançamento do H6 2026 e verificada pela CNN Brasil.
Quando chegar, o Haval H6 híbrido flex colocará a GWM ao lado da Toyota como única montadora a oferecer essa tecnologia no Brasil. É uma combinação potencialmente decisiva para o mercado brasileiro, onde o etanol representa vantagem de custo real no dia a dia — e onde os rivais ainda não têm resposta à altura.
A fábrica de Iracemápolis, que já produz Haval H6, Haval H9 e Poer P30, conta hoje com mais de 600 trabalhadores e mira a marca de 1.000 empregos diretos até o fim de 2026. A capacidade instalada é de 50 mil veículos por ano, com potencial de expansão para 100 mil unidades. O investimento total da GWM no Brasil chega a R$ 10 bilhões até 2032.
Contexto: o que significa dobrar em dois meses
Em 2024, a GWM vendeu 29.217 veículos no Brasil. Em 2025, o volume saltou para 42.785 — crescimento de 46%, bem acima do mercado, que avançou em torno de 2% no mesmo período. A meta inicial para 2025 era de 35 mil unidades, e foi superada em 22%. Se o ritmo do bimestre se mantiver, 2026 pode terminar com volume próximo ao dobro de 2025.
O crescimento reflete uma combinação difícil de replicar rapidamente: fábrica própria em solo nacional, portfólio centrado em híbridos em um momento em que eletrificados já somam quase 15% do mercado, e um modelo — o Haval H6 — que até hoje não encontrou concorrente híbrido capaz de tirá-lo do topo do seu segmento.
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