O Geely EX5 EM-i pôs as rodas em solo brasileiro. O primeiro lote do SUV híbrido plug-in atracou no Porto de Paranaguá (PR) no dia 30 de março de 2026, confirmando o calendário antecipado pela marca: o lançamento comercial está previsto para abril. O número exato de unidades desembarcadas não foi divulgado pela Geely, mas a chegada encerra meses de espera desde a apresentação do modelo no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro de 2025.
O EX5 EM-i é o terceiro modelo da marca no Brasil — após o EX5 elétrico e o EX2 — e o primeiro híbrido plug-in da Geely no país. A chegada reforça o movimento acelerado da fabricante: na semana anterior, outros 3.370 veículos Geely (modelos EX2) tinham aportado no mesmo terminal a bordo do navio Tang Hong, vindo do porto de Nasha, na China, no maior desembarque de elétricos importados já realizado de uma só vez no Paraná.
Entre no grupo do seu veículo no Brasil e troque experiências, novidades e dicas com outros proprietários e interessados.
O que é o EX5 EM-i — e por que o Brasil precisava dele
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_cf9d035bf26b4646b105bd958f32089d/internal_photos/bs/2026/w/N/Hxe4vARJeNnFsLTDgBSQ/geely-ex5-emi-desembarca-brasil.jpg)
Na China, o EX5 EM-i é vendido como Galaxy Starship 7 e utiliza o sistema híbrido plug-in NordThor EM-i — o mesmo que equipa o Galaxy M7 recém-lançado e a versão híbrida do EX5 que chega à Europa. O conjunto combina um motor 1.5 aspirado a gasolina de 111 cv com um motor elétrico, somando 217 cv de potência combinada e 26,7 kgfm de torque. A transmissão é a E-DHT, câmbio automatizado desenvolvido especificamente para o sistema híbrido.
O modelo chega ao Brasil com duas opções de bateria: 8,5 kWh ou 19,1 kWh. No ciclo de testes chinês (CLTC), as autonomias elétricas declaradas são de 55 km e 120 km, respectivamente. A autonomia combinada total declarada é de até 1.420 km — número expressivo que a Geely deve usar intensamente na comunicação de lançamento. Não há confirmação ainda sobre qual versão ou versões chegarão ao Brasil, nem sobre a autonomia elétrica homologada pelo Inmetro.
O EX5 EM-i é construído sobre a plataforma GEA (Global Intelligent Electric Architecture), a mesma base do EX5 100% elétrico já à venda no país. É levemente maior: o comprimento passa de 4,61 m para 4,74 m, mantendo largura de 1,90 m, altura de 1,68 m e entre-eixos de 2,75 m. O porta-malas, no EX5 elétrico, tem capacidade de 461 litros; a versão EM-i acomoda 528 litros.
Interior: tela de 14,6″, câmera 360° e bancos com massagem
A cabine segue o padrão do EX5 elétrico, com painel de instrumentos digital de 10,2″ e central multimídia de 14,6″ em alta definição. O pacote inclui head-up display, sistema de câmeras 360°, assistência de direção autônoma ADAS nível 2, além de bancos com ajuste elétrico, aquecimento, ventilação e massagem. A conectividade é por 4G, com compatibilidade com o aplicativo My Geely para controle remoto.
O design externo difere sutilmente do EX5 elétrico: a dianteira ganhou conjunto bipartido de faróis, com luzes diurnas no topo interligadas por uma barra e os módulos principais abaixo, no para-choque. As maçanetas convencionais substituem as retráteis do elétrico. Perfil e traseira mantêm o mesmo DNA visual. As cores disponíveis, já listadas no site oficial da Geely Brasil, são: Verde Jungle, Prata Mist, Preto Carbon, Branco Storm e Cinza Volcanic.
Produção nacional em São José dos Pinhais — e mais três modelos até 2027

A chegada importada é uma fase transitória. A Geely confirmou que a produção nacional do EX5 EM-i começa no segundo semestre de 2026, no Complexo Industrial Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR) — a mesma fábrica onde a Renault produz modelos como o Kwid. A plataforma GEA será a primeira da Geely fabricada no Brasil, em investimento que faz parte da joint venture Renault-Geely, com aporte de R$ 3,8 bilhões no âmbito do Programa Mover.
“A produção do Geely EX5 EM-i começará na segunda metade de 2026 e será o primeiro modelo híbrido da Geely no Brasil. É um produto para traçar uma trajetória longa, sólida e duradoura da Geely Auto no país”, declarou Ariel Montenegro, presidente da Renault Geely do Brasil. Além do EX5 EM-i, a expectativa é que outros três modelos da marca sejam produzidos no Brasil até o final de 2027, incluindo uma plataforma Renault derivada da mesma arquitetura GEA.
Concorrência direta: Song Plus e Haval H6
Pelo porte e pela tecnologia, o EX5 EM-i entra em rota de colisão com os principais híbridos plug-in do mercado brasileiro. O BYD Song Plus 2027 parte de R$ 249.990, com motor 1.5 turbo, 239 cv e 99 km de autonomia elétrica pelo Inmetro. O GWM Haval H6 PHEV19 custa R$ 249.000, com 326 cv e 73 km elétricos. A Geely ainda não divulgou o preço do EX5 EM-i para o Brasil. Estimativas de mercado apontam para a faixa de R$ 230 mil a R$ 260 mil, dependendo da versão — o que o colocaria abaixo ou na mesma faixa dos dois rivais diretos.
A grande incógnita antes do lançamento é justamente o preço e qual bateria estará disponível no Brasil. A versão com 19,1 kWh e 120 km de autonomia elétrica seria a mais relevante para o público nacional — e a que mais ameaça os concorrentes. Versões e preços oficiais serão divulgados pela Geely próximo ao lançamento, previsto para as próximas semanas.
Ficha técnica do Geely EX5 EM-i — o que se sabe
- Motor: 1.5 aspirado gasolina 111 cv + motor elétrico | Potência combinada: 217 cv | Torque: 26,7 kgfm
- Sistema híbrido: NordThor EM-i (PHEV) | Transmissão: E-DHT
- Baterias disponíveis (China): 8,5 kWh (55 km elétricos CLTC) ou 19,1 kWh (120 km elétricos CLTC)
- Autonomia combinada declarada: até 1.420 km (CLTC — ciclo chinês, otimista)
- Plataforma: GEA (Global Intelligent Electric Architecture)
- Dimensões: 4,74 m de comprimento | 1,90 m de largura | 1,68 m de altura | 2,75 m de entre-eixos
- Porta-malas: 528 litros
- Tela central: 14,6″ | Painel digital: 10,2″ | HUD incluso
- ADAS: Nível 2 | Câmera 360° | Bancos com massagem, ventilação e aquecimento
- Cores disponíveis no Brasil: Verde Jungle, Prata Mist, Preto Carbon, Branco Storm, Cinza Volcanic
- Preço no Brasil: não divulgado | Estimativa de mercado: R$ 230–260 mil
- Lançamento importado: abril de 2026
- Produção nacional: 2º semestre de 2026 — Complexo Ayrton Senna, São José dos Pinhais (PR)











